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domingo, 20 de março de 2011

Evandro Capivara é visto em ato contra o aumento na tarifa de ônibus em São Paulo

Desaparecido desde os anos 80, o mitológico Evandro Capivara foi supostamente reconhecido em foto de ato contra o aumento da tarifa dos ônibus em São Paulo. O Serviço Secreto de Inteligência da PM não revelou se o cineasta foi identificado por seus agentes infiltrados na manifestação.


Foto de Luiza Mandetta

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sobre Evandro Capivara

Nasce um mito. Em um tempo abstrato (embora alguns arrisquem o início do séc. XX para tal data) nasceu no meio da cidade, entre os prédios, nas edificações que rasgam o céu... Qualquer palpite é válído: São Paulo, Dubai, Nova Iorke, alguns atribuem o nascimento de Evandro à cidade de Petrópolis, mas estudiosos acreditam que isso não passa de mera mitificação. Evandro foi sem dúvida um ícone para o semblante das grandes cidades, um vagabundo que teceu em longos ensaios análises de pinturas rupestres e até das fórmulas químicas usadas nos gases dos campos de concentração nazistas. Mostrando-se como um forte opositor ao regime alemão e suas ramificações brasileiras, tendo por sinal, sofrido um ataque por um grupo de integralistas, da chamada TFP. Evandro manteve-se firme na luta contra o fundamentalismo ariano, tendo escrito em jornais clandestinos. Teve forte ligação com líder Getúlio Vargas, que embora possa parecer estranho na medida em que Getúlio teve medidas consideradas fascistas, Evandro mesmo o chamava de "o inventor do Brasil". Evandro Capivara tem sua linhagem de uma tradicional família de Amsterdam, cuja alguns descendentes foram Maurício de Nassau, Espinosa e Van Basten, seu sobrenome fora adotado de uma tribo indígena da Várzea do Tietê, hoje extinta pelos piscinões do Governo Serra e pelas enchentes do Governo Kassab. Evandro Capivara tornou-se um influente intelectual após realizar uma genial comparação do público de Higianópolis, Alto de Pinheiros e Butantã, em seu famoso livro "Pedras no Sapato". Na política temos registro da filiação de Evandro ao PCB no mês de Abril de 1936, tendo sua retirada nos dias seguintes com a justificativa de "Esses caras são uma lontra! Estão de brincadeira comigo!" O fato tornou-se motivo de chacota por parte da direita conservadora a quem ele respondeu em 1948 com o artigo em seu Jornal do Bairro do Brás "Só os lontras não conseguem ter pena dos falso risos dos fascistas." Imortalizado no imaginário paulista, acredita-se que Evandro Lontra teria sido grande parceiro de Adoniran Barbosa, não em composições mas na boemia da paulicéia desvairada. Após sua morte, no ano de 1986, atribuída estranhamente ao acaso, e reconhecida publicamente como "a última vítima da ditadura", criou-se na cidade de São Paulo o Festival de Curtas Evandro Capivara cuja honraria já teria sido dada a cineastas como Glauber Rocha, Jairo Ferreira, Didi e os Trapalhões e a companhia de cinema "Xuxa e os Duendes". O festival tem sua tradição de ser realizado em ocasiões especias, é pensado e feito por uma organização secreta que acredita-se que tenha ligações com manifestações argentinas e atos circenses em Budabeste. Esta organização teria supostamente envolvimento no Mensalão do Partido dos Trabalhadores e tem seus líderes com o nome esboçado na Lista Negra do Vaticano. Pelo festival ou pela pessoa, Evandro Capivara ronda a cidade de São Paulo, como um fantasma que ronda a Europa como já diria o velho alemão...